Doenças

Em tempos de gripe

Espirro

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Doçura

Eu sempre gostei de doce

E sinto a falta deles

Sinto a falta das mulheres doces que amei

Faltas

De coisas e pessoas que passam em nossa vida

Das coisas que senti

Das paixões que vivi

Dos amores que sofri

Sofrimentos

Alguns atrozes, outros suaves

Doces e embrigantes

Me fazem sentir vontade de dormir

Dormir e não mais acordar

Marear

Ontem ventava muito na calçada de Copacabana

Eu passeava distraído

Pessoas passavam e não vi nenhuma

Não vi as mulheres bonitas,

As velhinhas que passam sorrindo muito direitas e espevitadas

Não vi as crianças correndo

Em dia de introspecção

Só vi o mar

Só vi as ondas

E senti quando o vento deixou de bater

E veio aquela brisa suave de fim de noite11012009130

Poesia

Tem gente que sobrevive buscando comida

Outros vivem da bebida

Eu vivo da poesia

A poesia da luta nossa de cada dia

Tem gente que ama

Tem gente que odeia

Eu faço poesia

Poesias de amor e ódio

Tem gente que passa pela vida

Tem gente que vida passa por eles

Eu passo pela poesia

E a poesia é tudo que faço

Chove lá fora

Chove lá fora

E já não sinto a vontade de chorar

A água que cai já não atrai minhas lagrimas

Chove lá fora

A casa está silenciosa

Só o ronco baixo do computador

Já não existem os gritos e algazarra das crianças

Nem choros suaves e cantos ternos

Apenas o silencio impera

Tento sorrir e a boca não contrai

Tento chorar e as lagrimas não saem

Chove lá fora

E a água que cai já não atrai minhas lagrimas